A base física pré-existente do complexo dos gasómetros de Viena (60 metros de diâmetro, e 65 metros de altura), é muito diferente respeito aos tipos que analisamos até agora: consistia de cilindros em alvenaria que envolviam os tanques metálicos do antigo reservatório de gás e que foram construídos há cem anos apenas para “envolver” o desenho industrial destes tanques, evitando a sua presença na paisagem urbana. Distante da relativa especificidade dos programas das intervenções vistas anteriormente, o desafio do gasómetro era o de estabelecer todo um complexo de usos aliado à diversidade de soluções dadas para cada cilindro de um diâmetro aproximado de 64 metros por arquitectos tão distintos como Jean Nouvel, Coop Himmelb(l)au, Manfred Wehdorn e Wilhelm Holzbauer.
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| Gasometer City_1997-2001 |
Sobre um grande shopping center que atravessa os dois primeiros níveis dos quatro gasómetros em um espaço contínuo, foram construídos mais de 600 apartamentos e cerca de 250 residências estudantis, combinados com escritórios, repartições da prefeitura, jardim de infância, garagens, um complexo de cinemas no edifício ao lado e que se conecta também directamente com o gasómetro, além de uma grande arena para shows com capacidade para 3000 pessoas no subsolo do cilindro projectado por Coop Himmelb(l)au, que mantém o uso dado ao gasómetro nos anos 90, onde aconteciam as maiores raves da cidade.
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| Gasometer City_1997-2001 |
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| Jean Nouvel |
GASÓMETRO A_JEAN NOUVEL
A chave do projecto é a luz que filtra para dentro do cilindro, que é o elemento mediador entre a antiguidade e o novo. A iluminação nunca é simples, mas sempre mediada pela presença da estrutura existente: o interior é um momento complementar do exterior. O aspecto tecnológico do projecto é resolvido através da separação entre a estrutura nova e a antiga e constituindo o novo núcleo, também se as duas partes distintas conversam através da diversidade de materiais: a estrutura originaria em tijolo e a nova intervenção em betão e aço.
O desenho de intervenção segue um percurso radial e consiste em torres residenciais de 14 andares de altura, separadas com espaços vazios, permitindo uma melhor iluminação da pátio interior e das mesmas torres.
As fachadas de vidro dos apartamentos com vista para o interior do átrio central constituem o novo alçado principal.
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| Coop Himmelb(l)au |
GASÓMETRO B_COOP HIMMELB(L)AU
Coop Himmelb(l)au intervém com decisão através da adição de três novos livros. Um cilindro oco, no interior do edifício existente, iluminado pela cúpula de vidro e pelas aberturas laterais do gasómetro, um edifício externo, que repreende a forma curva e tem a função semântica de "escudo" e, finalmente, um terceiro volume, a "sala dos eventos", localizada na cave do gasómetro, onde uma vez havia a tanque que garantia a estanquecidade do sistema.
Foi dada especial atenção à escolha dos novos usos que poderiam contribuir para a criação de espaços de socialidade para os residentes e visitantes: foram incluídos apartamentos e moradias temporárias na proximidade de zonas de trabalho, permitindo uma vasta gama de oportunidades de moradia e novas formas de trabalho/casa.
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| Manfred Wehdorn |
GASÓMETRO C_MANFRED WEHDORN
A proposta de Wehdorn baseia-se no máximo de conservação tanto do exterior que do interior, com algumas modificações devidas à configuração dos novos imóveis residenciais.
O respeito para o invólucro é claro no não querer prejudicar com adição de volumes a visão da antiga cúpula, mas também para a escolha projectual de organizar o edifício em pequenos pátios de vários andares abertos para o centro do gasómetro.
Na fachada interna desenvolve-se uma passagem helicoidal que conduz ao terraço no telhado, constituindo um sistema de conexão vertical independente capaz de oferecer quer aos hospedes quer aos moradores de beneficiar do espaço interior.
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| Wilhelm Holzbauer |
GASÓMETRO D_WILHELM HOLZBAUER
Wilhelm Holzbauer também trabalha ao fim de manter intacta a parte exterior do gasómetro, mas também valorizar a parede interior de alvenaria. A construção de um núcleo central alongada para o exterior é á base do projecto. Nos três pátios que mantêm-se inalterada a estrutura originaria do gasómetro, através da preservação das pontes e das torres que guiavam o deslizar do pistão. Estas estruturas de aço tornam-se as telas para o crescimento da vegetação, na área interior entre o edifício e o invólucro: este uso da vegetação permite de criar uma espécie de interior/exterior. A antiga pele é configurada como uma membrana, valorizando assim o seu valor de “caixa”. A estrutura é em betão, terminando com varandas e galerias e alternando partes transparentes e em alvenaria.